Aula 4 – Conotação / Denotação

Sígno linguístico:

Numa palavra que ouvimos, percebemos um conjunto de sons (o significante), que nos faz lembrar de um  conceito (o significado).

Significante ou plano da expressão – uma parte perceptível, constituída de sons

Significado ou plano do conteúdo – a parte inteligível, o conceito.

 

Denotação

A denotação é justamente o resultado da união existente entre o significante e o significado, ou entre o plano da expressão e o plano do conteúdo.

 

Conotação

A conotação resulta do acréscimo de outros significados paralelos ao significado de base da palavra

(sentido figurado), isto é, outro plano de conteúdo pode ser combinado ao plano da expressão. Este outro plano de conteúdo reveste-se de impressões, valores afetivos e sociais, negativos ou positivos, reações psíquicas que um signo evoca.

 

Portanto, o sentido conotativo difere-se de uma cultura para outra, de uma classe social para outra, de uma época a outra.

 

Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente a mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no prestígio que cada uma delas evoca. Dessa maneira, podemos dizer que os sentidos das palavras compreendem duas  ordens: referencial ou denotativa e afetiva ou conotativa.

 

Valor Denotativo

A palavra tem valor referencial ou denotativo quando é tomada no seu sentido usual ou literal, isto é, naquele que lhe atribuem os dicionários, ou seja, de sentido objetivo, explícito, constante. Ela designa ou denota determinado objeto, referindo-se à realidade palpável. Denotação é a significação objetiva da palavra; é a palavra em “estado de dicionário”.

Nossa antiga publicidade (até década de 70), baseada sempre nas características do produto e adjetivações elevadas a enésima potência…

Valor Conotativo

É a significação subjetiva da palavra, ocorrendo quando a palavra evoca outras realidades por associações que ela provoca. Portanto, para além do sentido referencial (literal), cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos,  evocando outras ideias associadas, de ordem abstrata, subjetiva.

depois de algum tempo, surgem alguns “Nizans” e criam os tais “valores”, ou melhor, acham esses valores dentro de nós mesmos…


A respeito de conotação, Othon M. Garcia (1973) observa: “Conotação implica, portanto, em relação à coisa designada, um estado de espírito, uma opinião, um juízo, um sentimento, que variam conforme a experiência, o temperamento, a sensibilidade, a cultura e os hábitos do falante ou ouvinte, do autor ou leitor. Conotação é, assim, uma espécie de emanação semântica, possível graças à faculdade que nos permite relacionar coisas análogas ou semelhadas. Esse é, em essência, o traço característico do processo metafórico, pois metaforização é conotação”.

 

A criação publicitária é comercial e tem como objetivo vender produtos e por isso precisa seguir o que está em voga, observar comportamentos e só então elaborar peças destinadas a influenciar e predispor as pessoas à compra de mercadorias que anuncia.

 

 



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